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ago 2010 04

Por Ivo Mortani Jr.

by alexa627Para começo de conversa, o que são essas Mídias Sociais? Posso citar dois exemplos que foram amplamente divulgados: o YouTube e os Blogs. Esses são dois exemplos de plataformas que possibilitaram às pessoas divulgarem vídeos engraçados, diários pessoais e até mesmo transformar seus posts em um negócio sério, monetizado via links patrocinados, anunciantes e parcerias com grandes portais de comunicação.

Uma plataforma de divulgação oferece não só a visibilidade para a pessoa que a utiliza, mas também um espaço para transmissão de idéias. Sejam elas pessoais, comerciais ou de responsabilidade social. Sim, essas plataformas podem ser usadas para divulgação de uma causa e muitas instituições já vem fazendo uso dessa estratégia.

No YouTube por exemplo, já encontramos vídeos institucionais e de ações realizadas por ONGs. Essa é uma iniciativa que já é até incentivada pelo próprio site do YouTube através do Programa Nonprofits, que oferece benefícios como capacidade de envio aumentada e a opção de arrecadar fundos por meio do botão “Doar” do Google Checkout, para os Estados Unidos e o Reino Unido.

Estou usando o YouTube como exemplo por ser uma das plataformas mais conhecidas atualmente, mas existem muitas outras que possibilitam essas ações. As redes sociais como Orkut e Facebook, por exemplo, permitem que as instituições criem um perfil e estreitem o contato com o público interessado em suas causas. Eu sei que eu mencionei os Blogs. Já vou chegar neles.

As redes sociais podem agregar diversas informações, link para a página da instituição, vídeos, enquetes, mas possibilita principalmente a criação de uma rede de contatos. E esses contatos também se tornam multiplicadores da causa.

Para se ter uma idéia, de acordo com o estudo “Tribalização dos Negócios” (2008 Tribalization of Business study), realizado em 2008, uma comunidade de sucesso pode aumentar o boca-a-boca em 35%, o reconhecimento da marca em 28%, a incorporação de idéias novas para organização em 24% e melhorar a relação de fidelidade do cliente em 24%. Esse estudo pesquisou mais de 100 negócios com comunidades online. Você pode encontrar mais detalhes sobre este estudo neste ótimo post do Blog WildApricot.

Esses dados são relevantes, pois se eles funcionam para os negócios, então, porque não utilizar para o terceiro setor? Essas mídias sociais podem representar mais do que um espaço para divulgação da organização. O boca-a-boca pode ser usado para alertar sobre uma causa, por exemplo.

Porque não incorporar essa linha de trabalho para o Blog? Eu disse que ia chegar nele. O Blog pode ser uma plataforma ideal para orientar e espalhar informações importantes para as pessoas interessadas pela causa ou problema. E o mesmo serve para página de internet da organização que também pode desempenhar o mesmo papel com notícias voltadas ou associadas ao tema.

Essa linha de trabalho pode ser facilmente incorporada ao Twitter, uma das mídias sociais de maior crescimento atualmente. Com características de Blog, e com a vantagem de ser fácil e rápido de atualizar, o Twitter, torna a mensagem e o contato com as pessoas ainda mais rápido. Nesse caso, o foco também pode ser de orientação e, além disso, como instrumento de comunicação não só com o público de interesse, mas também com os investidores e parceiros.

Isso já vem acontecendo no Twitter. Posso citar Beth Kanter, experiente consultora do uso de mídias sociais para ONGs, que menciona em um post recente em seu Blog – “…isso é um exemplo de como as comunidades sociais podem lhe conectar com pessoas da sua área profissional e abrir portas de maneira informal, permitindo um valioso aprendizado”.

Existe a possibilidade de disseminar ainda mais essas informações? Existe. Através de páginas de organização e gerenciamento de conteúdo. Nessas páginas o usuário pode enviar links de notícias e votar em suas preferidas. No Brasil existem ótimas opções, como Rec6, Linkk e Uêba, páginas que atingem um grande número de pessoas e podem atrair muita visitação para o Blog ou página de sua organização.

Acredito que a regra para internet pode ser a mesma das mídias tradicionais, o importante é que sua mensagem e instituição apareçam em diversas plataformas.

A idéia é usar as mídias sociais para o impacto social, para uma mudança de comportamento, para uma mudança social. Uma idéia bem alinhada ao objetivo do Instituto Movere, uma transformação no estilo de vida. Usar as mídias sociais para fortalecer o vínculo com as pessoas interessadas, para formar redes e multiplicar essas ações.

Beth Kanter escreve sobre mudança social aqui e acredito que ela já esteja ocorrendo, basta acompanhar alguns eventos via hashtags (#) pelo Twitter. Todas as idéias geradas nessas conversas são os primeiros passos dessa mudança. No Twitter o emprego do símbolo # serve para identificar o assunto do tweet. Vou explicar o uso dessas hashtags com um exemplo:

No Skoll World Forum 2009, importante evento sobre empreendedorismo social, participantes e usuários do Twitter utilizaram #SWF09, para discutir os temas apresentados no evento com outros profissionais da área que não estavam presentes. As atualizações eram acompanhadas pela página de pesquisa do Twitter. Tudo isso ocorrendo simultaneamente. Simplesmente revolucionário.

Como os vídeos virais do YouTube, a mudança também precisa ser viral e ter o caráter de uma epidemia, mas uma epidemia saudável.

Para finalizar, vou citar um estudo recente publicado no Mashable, importante blog sobre Mídias Sociais, que aponta: “são tremendas as oportunidades para ONGs em participar nas mídias sociais como provedores confiáveis de informação e com isso cultivar a próxima geração de grande doadores por meio da internet social”. Confira o post completo aqui.

Vocês podem me encontrar no Twitter @ivomortani e no FriendFeed. Conheçam também a comunidade do Instituto Movere no Orkut.

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